Fim

27/01/2010 · 3 Comentários

Thobias Kreugmann

Fim – Ed. Mundo Novo – 2010.

Alemanha

(1959)

Fim é uma obra de ficção. Feita o alerta inicial expliquemos que Fim é também uma paródia a filmes e livros apocalípticos escrita por Thobias Kreugmann (autor também de Você pode ser infeliz!) em 1986 e só agora traduzida para o português. Mas a Terra aqui não está destruída, não vemos zumbis, hordas de mutantes sobreviventes ou um herói solitário tentando conseguir comida entre os escombros de uma cidade. Em Fim o apocalipse chegou apenas para a ficção. Somos apresentados a um mundo em que ninguém tem necessidade de ler ou assisitr filmes. Todos estão tão satisfeitos com a realidade que começam a acreditar que são deuses. Com milhões de deuses perambulando pelas ruas fica difícil encontrar um mundo mais horrendo, algo mais próximo do fim. O livro é escrito com urgência, vazado em uma prosa maravilhosamente descuidada e como se fosse o lamento de um enfermo, uma saison en enfer. Talvez seja por isso que acabe abruptamente, como uma novela de Kafka. Fim é uma obra de ficção, mas está se tornando real. No momento em que tudo é ficção, tudo é literatura, nada é arte. Para saber mais sobre Kreugmann, utilize a busca do nosso blog.

Trecho:

“Como é o teu nome, hã? Hum, ahã, sei. Nome bonito. Hum. Estou muito feliz hoje, sabe? Você aparecer assim na minha vida. Você ter vindo assim de tão longe. Isso é coisa do destino, eu sei. Destino sim. Hum-hum. O destino já está escrito em algum lugar, sabe? Costurado na língua dos deuses. Escrito com agulha no canto do nosso olho. Será que foi Deus? Hã? Deus mandou você para mim? Huu. Não acredito nessas coisas. Deus não mandou você para mim, mas você está aqui agora. Eu ando sozinho aqui nesse lugar há tanto tempo. Você me mata de felicidade. Ah, como esperei por você. A viagem deve ter sido longa, não? Hum-hum. Sim? Então descanse. Amanhã é um dia especial. Que grande dia vai ser amanhã. Já vejo o dia acordando com seus dedinhos cor-de-rosa.. Ninguém vai matar a fome de amanhã. É com ninguém que eu vou viver. Hum-hum. Aceito, claro. Vinho é bom. Adoro o vinho. No vinho está a verdade, né? Hummm. Bebida dos deuses. Bom demais. Hahahaahaha. Logo três goles grandes. Hahahaha. Dá até sono. Sono bom. Meu corpo está cansado. Pensa que é fácil, é? Eu estou com fome, sabe? E com sono. Hummm. Ai, argh. Pfu. Isso dói. Ninguém é esperto. Espertinho. Entende de coisas. Ninguém me maltrata um bocado. Ninguém deixa. Faz com que fale o que não quero. Ninguém fez eu beber demais. Ninguém faz eu de cego. Graaaaa. Eu estava cego. Eu estou cego por você. Não sei onde ninguém vai. Ninguém foge. Ninguém me mata. Quem está aí, perguntam os outros? Ninguém.” (Págs, 25 e 26)

Tradução: Joachim Knut.

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A escrita de Michel Mendelayo

26/01/2010 · 4 Comentários

Michel Mendelayo

A escrita de Michel Mendelayo – 2010 – Editora Maipú.

Chile

(1960-1996)

O chileno Michel Mendelayo foi um dos expoentes da Geração McOndo. Teve seus textos recusados por Alberto Fuguet na antologia e acabou se suicidando logo em seguida. Seu livro A escrita de Porfírio, que combina muitas vezes ensaio e ficção, ficou inédito até hoje. Finalmente a editora Maipú resolveu lançá-lo. Fica aqui um trecho do livro:

“Penso escrever um conto em que um homem cria outro homem através dos corpos de escritores mortos. Penso escrever um conto sobre um homem que é enterrado em um balão. Penso escrever um conto sobre um homem que usa a pele como uniforme militar. Penso escrever um conto sobre um homem de trinta anos. É careca. Tem as mãos pequenas como as de um menino. Assim, tem, em si, o velho, a criança e o adulto. Penso escrever um conto sobre um homem que cria um alfabeto a partir das notas musicais; dó, ré, mi, fá, sol, lá, si; e fica louco. Penso escrever um conto só para usar a frase “silêncio de postes queimados”. Penso escrever um conto onde surgem corpos de dentro de outros corpos: o peito do pé, o pé do ouvido, as costas das mãos, a barriga grávida da perna e a boca faminta do estômago. Penso escrever um conto sobre um soldado julgado e condenado por deserção. A maneira: suicídio. Penso escrever um conto de ficção científica que demore exatos 8 minutos para ser lido. O mesmo tempo que a luz do Sol leva para chegar até a Terra. Penso escrever um conto sobre um homem que retira todas as suas falas de óperas famosas. Penso escrever um conto sobre um homem que escreve um conto sobre manuais de desajuda. E não penso em mais nada.” (Págs. 36/37)

Tradução: Bernardo Brayner.

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Thiago Maduque indicado para o Prêmio Martii Pallasmaa de Literatura

25/01/2010 · Deixe um comentário

O conto Eu não percebi quando eles se aproximaram, do brasileiro Thiago Maduque, foi indicado para o prêmio Martii Pallasmaa de literatura, na Finlândia. O resultado deve ser anunciado no 19 do prôximo mês, em cerimônia no museu Martii Pallasmaaa, em Helsinki. O texto, que foi traduzido para o finlandês pelo professor da UFRJ Rodrigo Rosa Portella, pode ser lido abaixo:

Eu não percebi quando eles se aproximaram.

Eu estava assombrado por zumbis, sonhando com mortos vivos há duas semanas, quando resolvi escrever um conto sobre eles. Talvez um conto em que dois eram colocados para procriar em laboratório e se devoravam enquanto faziam sexo, as gravações fariam sucesso no mundo pornô. Mas fiquei desanimado quando lembrei que Bolaño escreveu algo parecido e eu não quero parecer um plagiador. Tento, sempre em vão, um estilo próprio, algo que possa reconhecer como meu. Que possa mostrar como meu. Estou notando agora, enquanto escrevo, que esta narrativa está com cara de Sérgio Sant´anna. Sant´anna fez muito isso. E essa autoficção toda? Sebald? Ra. O conto. Falo do conto dos zumbis. Esse conto, ele deve ser narrado em primeira pessoa. Pode ser um cara, um adolescente que viu a gravação original e espalhou. Como um vírus. Péssimo paralelo. Barato.

Cara, você tem que acreditar no que eu vi, vou te passar por e-mail. Sinistro. Nunca vi. De verdade? Fake não.

Preciso de muito mais. Mais. O que fazer para ter essa maldita voz interior. Negócio complicado. Talvez seja melhor explorar a história sem se procupar muito com isso de estilo, de voz interior. Quem ouve voz interior é doido. Doido da. Palavrão não. Nunca gostei de quem escreve e coloca palavrão no meio. Vou paracer Marcelo Mirisola, sei lá. Acho que não é legal parecer Mirisola. Não é bom ser pop demais também. Mas o tema é pop. Só Chabon é que ainda não descobriu. O conto deve ter uma cara nova. Essa primeira pessoa parece Marcelino Freire. Terceira.

E então, sem que ele percebesse, eles se aproximaram. Dois amigos que já tinham visto o vídeo. A cara assustada. Falavam sem parar. Trabalhavam no quartel e conseguiram a gravação por lá. Muito nervosos.

Não é legal. Tá sem vida. Plágio é uma coisa muito séria. Por isso também me plagiei ao escrever esse conto.

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O que Madame de Thèbes diz sobre os acontecimentos recorrentes?

12/01/2010 · 2 Comentários

Nikolai Vdenski

O que Madame de Thèbes diz sobre os acontecimentos recorrentes? – 1996 – Editora Surgut.

Letônia

(1946)

Nikolai Vdenski O que Madame de Thèbes diz sobre os acontecimentos recorrentes? O poeta e romancista letão Nikolai Vdenski é mais conhecido pelo romance Meus primos, em que conta a história de um matemático que enlouquece ao decompor um número primo em mais de 15.000 dígitos. Os números dos capítulos, claro, são identificados por números primos. A linguagem se decompõe até se compor apenas de letras não articuladas entre elas: “l i p a o p d o e t a i e m t e”. Mas é em O que Madame de Thèbes diz sobre os acontecimentos recorrentes que Vdenski encontra sua melhor forma. Aqui, temos um livro inteiramente conjugado no futuro. O personagem principal é Shariyar (o mesmo rei que setenciou de morte Sherazade no Livro das mil e uma noites. Divagando sobre o que irá acontecer ao seu futuro, o rei imagine uma provável traição por parte da sua esposa. Não se trata da dúvida que atormentou Bentinho, o personagem de Machado de Assis, mas de uma elucubração do que está por vir. Os livros de Vdenski revelam sempre um humor peculiar e ácido, buscando criticar a produção artística em série. Preste atenção no capítulo intitulado Bartók, em que o autor parace querer emular a música deste compositor. O nome do livro, O que Madame de Thèbes diz sobre os acontecimentos recorrentes?, foi retirado de um almanaque de previões muito popular na Paris do final dos século XIX. O almanaque previu, entre outras coisas, a guerra russo-japonesa e a Primeira Guerra Mundial.

Trechos: “Eles poderão se encontrar um dia, com longas conversas românticas, costurando agulhas um nos olhos dos outros, e poderão se beijar sem se ver.” (pág. 35)

“O filho deste acasalamento será um monstro de duas faces, como Ganesha, e beberá leite pelas duas bocas, e fechará os quatro olhos de cada vez.” (pág. 68)

“Descerei as escadas do palácio a correr, as escravas irão passar com seus sexos úmidos, a água se inflitrará nas gretas, e meus pensamentos irão voltar ao mesmo ciclo incansável, destruindo e recriando, recriando para destruir, o meu mundo.” (pág. 121)

Tradução: Bruno Berenstein.

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A grande aranha invisível do Amazonas

08/12/2009 · Deixe um comentário

Darko Jokmovic

A grande aranha invisível do Amazonas – 1901 – Hécuba Editora.

Sérvia

(1875-1923)

Imagine uma caixa de vidro onde vive uma aranha mortífera, muito veloz e invisível. Imagine um homem que se apresenta em circos romenos, palestras no meio oeste americano, conferências em Berlim, simpósios em Buenos Aires e encontros da National Geographic Society em Londres. Esse homem apresenta a descoberta da sua vida, uma aranha. Se alguém abrir a caixa, morre. Só resta acreditar em seu conteúdo e admirá-lo. Tudo isso foi imaginado pelo esquecido romancista sérvio de início do século XX Darko Joksmovic. O livro é A grande aranha invisível do Amazonas. Datado de 1901, foi lido como uma metáfora da presença de Deus. O filósofo alemão Karl Mahn disse: “não podemos vê-Lo, não podemos tocá-Lo, mas duvidar da sua presença é um erro mortal.” Mais recentemente críticos como o colombiano Julian Cardoni acharam a visão simplista. “A aranha amazônica de Jokmovic permite várias leituras, como Kafka, ela é uma obra de arte complexa demais em sua simplicidade atroz”. Para ele ainda: “Um romance só se realiza quando é tão complexo quanto a própria realidade. A realidade, sendo criada, a priori, por Deus, é, também, uma ficção de Deus. Assim, escrever é imitar Deus. E Jokmovic foi um imitador inigualável, embora às vezes deixasse entrever o nariz de palhaço”. O leitor pode chegar às suas fábulas prescindindo de qualquer aparato, a escrita é fluida. Pode-se asseverar, sem risco de erro, que a obra de Darko Jokmovic pertence à memória humana.

Trechos:

“Não é linda? Admire.” (Pág 12)

“Como um dragão colossal. Impossível dar-lhe a mão.” (Pág. 64)

“Hoje morremos.” (Pág .93)

Tradução: Norma Villasbôas

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Mr. Kalashnikov lançado em versão pocket

25/10/2009 · 7 Comentários

A Editora Dois Pontos acaba de confirmar o lançamento para este mês de novembro da versão pocket de Mr. Kalashnikov, de Mohammed Ibn Baruk. O livro teve a primeira tradução para o português em abril deste ano. A novidade é o prefácio do estudioso de literatura árabe contemporânea Mário Oiraiva.

Trecho do prefácio:

“Mr. Kalashnikov dialoga com a tradição erótica da literatura árabe clássica, pode ser lido como uma releitura do Jardim Perfumado, de Muhammad ibn Muhammad al-Nafzawi, escrito entre 1410 e 1434.”

Para saber mais sobre o livro, clique no link abaixo: 

http://livrosquevoceprecisaler.wordpress.com/2009/04/13/mr-kalashnikov/

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Os objetos calados da casa

12/10/2009 · 7 Comentários

capa-nao-encontrada[1]

Henry Tsuan

Os objetos calados da casa – 2009 – Verlag Editora.

Taiwan

(1974)

Tsuan é reconhecido como o cronista definitivo da China pós-moderna, embora nascido em Taiwan. Toda sua obra é inspirada na pujança econômica da última década, recebendo elogio dos seus pares europeus desde A mais breve canção da terra, volume de contos de 1998. O seu segundo romance é este Os objetos calados da casa. Num festim de prosa caudalosa o autor conta a história do jovem imigrante filipino Calbayog, um assassino que se torna diretor de uma multinacional. A narrativa em segunda pessoa funciona como uma espécie de emboscada, atraindo o leitor (e Calbayog) para uma armadilha cada vez mais obscura. A iminência de um novo assassinato está sempre presente. Tsuan desenvolveu uma técnica que dialoga e emula os textos clássicos chineses, sempre subordinados à historiografia. Aqui, em Os objetos calados da casa, os fatos históricos mudam à mercê da vontade das grandes empresas. O que não muda nunca é o medo da morte.

Trechos:

“Venha, Calbayog, gostaria que você chegasse um pouco mais perto para lhe contar mais esta história. Não, não é uma arma que tenho aqui, não, somente um presente para você.”  (Pág 45)

“Mas deixe-me contar-lhe mais sobre você mesmo, sobre esta organização secreta a que pertence. Talvez um pouco mais sobre seus próprios pais.” (Pág. 70)

“Quando partir estarei exausto, deite-se um pouco, descansemos juntos, hoje é um bom dia para morrermos.” (Pág .115)

Tradução: Alfredo Toracci

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O sonho dos homens acordados

29/09/2009 · 4 Comentários

CAPA NAO ENCONTRADA

Sakis Angelopoulos

O sonho dos homens acordados – 2009 – Hécuba Editora

Grécia

(1964)

Sakis Angelopoulos propôs a reescritura ou a releitura de alguns clássicos universais no seu livro de contos O sonho dos homens acordados, agora em edição brasileira, lançada pela Hécuba Editora. A obra alcançou repercussão na Europa há 3 anos por republicar textos clássicos dentro de um contexto inteiramente diferente. Na primeira e melhor das narrativas, por exemplo, Angelopoulos escolhe uma passagem de Os cadernos de Malte Laurids Brigge e a rebatiza com o título de 11 de setembro (data que consta no original de Rilke), imprimindo uma gama nova de significados ao texto. O mesmo acontece com trechos inteiros de Poe, Calvino, Wilde, Joyce, Thomas Mann e o brasileiro Monteiro Lobato. Sakis parece querer, em última análise, reescrever o conto Pierre Menard, autor de Quixote, de Borges. O sonho dos homens acordados surgiu como uma coletânea dos melhores textos publicados no blog do autor e hoje é realidade para o leitor brasileiro comum. Destaque para a bela edição da Hécuba com capa dura e formato diferenciado.

Trecho do conto 11 de setembro:

“É para cá, então, que as pessoas vêm para viver; eu diria, antes, que aqui se morre. Estive fora. Eis o que vi: hospitais. Vi um homem que cambaleou e caiu. As pessoas se aglomeram em torno dele, o que me poupou do resto. Vi uma mulher grávida. Ela se arrastava pesadamente ao longo de um muro alto e quente, que apalpava vez por outra como que para se convencer que ainda estava ali. Sim, ainda estava…” (Pág. 16)

Tradução: Vários.

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Manual de escrita sórdida

25/09/2009 · 2 Comentários

O editor deste bolg aproveitou o período de férias para garimpar novidades em Portugal. Por lá sabe-se que a editora Irmãos Rocha vai publicar o último livro escrito pelo americano James Edwin Jones, autor do novo clássico Discurso Indireto Livre. O lançamento em questão é Manual de escrita sórdida, um catatau de mais de 600 páginas, que tem a vida de um escritor em crise narrada pelo próprio livro. A linguagem de Jones é devedora de Kerouac, já os temas se aproximam aos do Oulipo. O Manual de escrita sórdida ainda não tem data prevista de publicação no Brasil.

Trecho: “Ele vem, dia a dia, tenta encontrar-me, uma voz, diz ele, uma coisa qualquer, resmunga, um personagem fajuto, talvez, mas ele, não me quer de verdade, porque, se quisesse, teria, mas prefere o uísque barato e o sexo casual.”

capa-jones

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Morreu Martii Pallasmaa

06/08/2009 · 3 Comentários

pallasmaa

Morreu nesta madrugada o escritor finlandês Martii Pallasmaa. Nascido em 1940, o autor ficou conhecido como a ovelha desgarrada do Oulipo, a Oficina de Literatura Potencial de Gorges Perec e Raymond Queneau. Com Saippuakauppias (ou O vendedor de Sabão em português) Pallasmaa foi indicado para o Prêmio Oslo de Literatura. O livro foi filmado por David Lynch, mas nunca exibido nos cinemas. O Vendedor de Sabão foi, ainda, considerado um dos 100 romances do século pelo Clube do Livro de Ohio e influenciou a escola literária chinesa conhecida como Os Silabistas. Martii Pallasmaa morreu em casa, na cidade de Jyväskilä. A causa foi insuficiência pulmonar e falência múltipla dos órgãos. O grande escritor finlandês trabalhava em um romance chamado Todos os diabos dançam com sinetas, que deixou inacabado com apenas 16 páginas. A editora pretende lançá-lo assim mesmo e em edição de bolso.

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