O Homem Evoluído – 1947 – Ed. Novo Mundo.
William Perro Valdez.
(1907 ? – 1990 ?)
Cuba?
Uma ficção-científica incomum, essa do cubano naturalizado inglês William Perro Valdez. Aliás tudo é incomum na vida deste escritor. Não se sabe onde nasceu (imagina-se Cuba, mas fala-se em Equador), quando morreu e que países viveu (fala-se em Polônia, Iêmen, Hungria, Tchecolosváquia e El Salvador). Um homem constrói uma máquina capaz de fazer com que um corpo dê um salto evolutivo de milhares de anos. A ironia aqui é que a única diferença de fato nesse homem evoluído é a ausência do dedo mindinho nos pés. O personagem, chamado apenas de O Castor, evolui 100 mil anos e perde apenas 1 dedo em cada pé. Mesmo assim torna-se um semideus na época em que se desenrola o romance (supõe-se escrito em 1947) e chega a ser coroado Imperador do Ocidente, unificando 5 presidências e 3 coroas. O novo soberano manda construir bibliotecas em lugares de hospitais, queima livros best sellers em piras magníficas, prende e tortura escritores de mau gosto. A História se desenrola até o assassinato do Generalíssimo pelos seus sacerdotes. Escrito com riqueza de detalhes, o livro parece dizer-nos: somos os únicos alienígenas. Neste grande romance escrito à maneira de H.G. Wells muitas coisam ficam no ar. E não são naves espaciais.
Trechos:
“Impressionante máquina delirante cambiante.” (pág 35)
“Evolução impressionante fortemente encantadora.” (pág 43)
“Deus está vivo.” (pág 67)
Tradução: Miguel Matta.
