Livros que você precisa ler

Marouni yatom

 

capa-marouni

Samuel Schver\Moshe Bezin

Marouni yatom 1964 – Ed. Gallimard.

Argentina\Israel

(1903 – 1975)

Nascido nos arredores de Buenos Aires e naturalizado israelense nos anos cinquenta, Moshe Bezin, batizado Samuel Schver, escreveu doze livros até ter a idéia de escrever o seu Marouni yatom. Insatisfeito com as 5 línguas que dominava (espanhol, inglês, francês, hebraico e alemão), criou um idioma novo para escrever o que, segundo ele, só poderia ser dito com palavras inteiramente novas. A pulsão narrativa pedia uma nova língua. Segundo o autor, pois era um dos poucos a dominar o novo idioma, Marouni yatom é uma obra sobre a incapacidade de se comunicar do ser humano. No cerne do romence está o antagonismo entre homem e língua, ser e expressar, o racional e o emocional. Depois da morte de Bezin, em 1974, o estudioso americano de origem russa Michael Isayevich escreveu, inteiramente baseado em Marouni Yatom, um dicionário e uma gramática do que chamou de bezinês. Ainda não há traduções para o último e mais primoroso livro de Moshe Bezin.

Trechos:

“Yaat somak Gulpot ony petrui.” (pág. 49)

“Baaz uirta, goi, jeitu somak…” (pág. 79)

“Restj! Rest! Poleers ui ores, guan jaa.” (pág. 89)

“Yit, ony gau. Trep goa.” (pág. 99)

“Somak-somak…toi. Ruq guan jo.” (pág 111)

O autor em sua biblioteca na época da publicação de Marouni Yatom.

O autor em sua biblioteca na época da publicação de Marouni Yatom.

Tradução: não há.

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4 comentários em “Marouni yatom

  1. Ali
    19/01/2009

    Kravat ghunthiabgund, jomstr ighbye rrastafundrc ony gau. Restj! Rest!

  2. Marco Polli
    21/01/2009

    Fique ofendido com ““Baaz uirta, goi, jeitu somak…”. É uma afronta para o meu povo e para o meu Deus.

  3. bernabrayner1
    22/01/2009

    Caro Polli, a palavra “somak”, nesse contexto, significa apenas “desentupidor de pia”. E não creio que seja uma metáfora.

  4. Marco Polli
    31/01/2009

    Sr. Brayner, claramente você não faz idéia do significado de “desentupidor de pia” para o meu povo e para o meu Deus. Típico caso de centrocentrismo. Leia Said.

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Publicado em 19/01/2009 por .
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