Livros que você precisa ler

Discurso indireto livre

capa-jones

James Edwin Jones

Discurso indireto livre – Ed. Barravento – 1989.

Estados Unidos

(1947-2009)

Um ghost writer descobre segredos dos políticos para quem escreve discursos e é assassinado. O personagem chamado no livro de O Senador, que guarda muitas semelhanças com o ex-presidente americano Ronald Reagan (sendo inclusive um ex-ator de filmes de terror de baixo orçamento), é assombrado por uma estranha aparição que dita em tom professoral como ele deve se suicidar. O fantasma aparece para os envolvidos, um a um, pertubando-os e levando-os à loucura. Um Mistura de película de Woody Allen e livros como A volta do parafuso, de Henry James, essa novela escrita pelo americano nascido em San Diego James Edwin Jones é uma sátira despretensiosa e cheia de malícia. Mas isso não quer dizer que Jones não é um escritor sofisticado. Pelo contrário. O autor manipula a função narrativa dos pronomes com destreza e viaja pelos mais diversos tempos verbais sem se perder. Discurso indireto livre é uma farsa burlesca, um thriller político, uma comédia gótica e uma história de terror religioso. Mas muito pouco disso foi notado à época do seu lançamento. James Edwin Jones morreu em janeiro de 2009 oferecendo textos aos jornais da Califórnia para sobreviver. O seu personagem ghost writer continua aparecendo para muitos.

Trechos:

“Vim à cidade porque me disseram que aqui vivia meu pai.” (pág. 29)

“Era o fantasma do meu pai que pedia vingança?” (pág. 34)

“Um tal eu, disse O Senador.” (pág. 75)

Woody Allen é uma referência nesse livro de James Edwin Jones.

Woody Allen é uma referência nesse livro de James Edwin Jones.

Tradução: Maxwell Antenor.

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4 comentários em “Discurso indireto livre

  1. popelina
    30/01/2009

    Bom dia, aliás boa tarde. gostei muito, vou voltar.

  2. bernabrayner1
    30/01/2009

    Bem-vinda, Popelina.

  3. Ali
    08/02/2009

    Ouvi dizer que sairá uma nova edição, com prefácio de Jon Favreau. Há alguma verdade nisso?

  4. bernabrayner1
    08/02/2009

    É uma verdade em termos, Ali. Já que Favreau escreveu um prefácio sobre si mesmo. Os editores parecem querer publicá-lo, todavia.

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Publicado em 30/01/2009 por .
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