Livros que você precisa ler

Primeiras cartas

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Primeiras cartas – 1989 – Ed. Atenas.

Joseph Mazzarin Glachenbuch

Suíça

(1930)

A tradição do romance epistolar é uma das mais fortes na história da literatura. Mas poucos conseguiram inová-la tanto quanto Joseph Mazzarin Glachenbuch. No seu primeiro e único romance o autor nascido em Männedorf conta a sua história (em uma espécie de autoficção) através de cartas, mas sem mostrar o conteúdo destas. O que está escrito nas cartas é apenas sugerido pela descrição dos rostos dos personagens (Pai e Mãe) enquanto leem as missivas. Enquanto essa história se desenrola, conhecemos uma história paralela onde as cartas também são personagens. Ou quase. Conhecemos o casal Hans e Sophie, dois apaixonados por livros que trocam obras com dedicatórias, um outro romance epistolar escondido no Primeiras cartas. Joseph Mazzarin Glachenbuch despareceu logo depois da publicação deste livro. Alguns suspeitam que, na verdade, ele nunca passou de um heterônimo do escritor alemão Benno Von Archimboldi.

Trechos:

“Abriu  a carta, o meu pai. A face preocupada, o rosto tenso. Foi buscar cerveja sem dizer palavra.” (Pág. 14)

“Abriu-a como se fosse um último fardo, mãos temendo, os braços penderam pelas pernas até o piso frio do chão.” (Pág. 47)

“Sophie, este foi meu primeiro Broch. Trate-o bem, com ele minhas dezoito horas de vigília moribunda.” (Pág 89)

“Uma dedicatória tem sempre algo de sacrifício ou de imolação.” (Pág. 112)

Tradução: Plínio Bachsen.

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Publicado em 30/06/2010 por .
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