Filho da filósofa Martina Villar e do poeta Andrés Girandoux, Santiago Girandoux estudou sociologia na PUC e atualmente trabalha como adido cultural na embaixada chilena na Guatemala. 501 Bilhetes Suicidas é seu primeiro livro publicado e tem, agora, tradução para o português feita por Antonio Marcos Pereira para a prestigiosa Editora Maipú.
Santiago Girandoux
501 bilhetes suicidas – 2016– Ed. Maipú.
Chile
(1976)
Trecho:
“Bilhete 1: Se me mato agora é com a esperança de que meu fantasma atormente vocês para sempre.
Bilhete 2: O livro não ficou bom.
Bilhete 3: Eu só queria insultar Deus.
Bilhete 4: Você não escapar de mim morrendo, sua puta.
Bilhete 5: Culpem a porra da curiosidade.
BIlhete 6: O assassino era eu.
Bilhete 7: Por egoísmo.
Bilhete 8: Me recuso a viver em um mundo onde não se lê Thomas Bernhard.
Bilhete 9: Yes, we can.
Bilhete 10: Quero ver me pegar agora.
Bilhete 11: Calem a boca!
Bilhete 12: Para que essa árvore dê um novo fruto.
Bilhete 13: Eu queria ser artista, mas não sabia pintar nem escrever.
Bilhete 14: Nunca vou aprender seu idioma, meu amor.
Bilhete 15: O bilhete quase em branco, como minha vida.
Bilhete 16: Responsabilizem meu professor de matemática da sexta série.
Bilhete 17: Camus, filho da puta!
Bilhete 18: Finalmente uma frase inspiradora.
Bilhete 19: Porque já escreveram esse livro antes.
Bilhete 20: Ok, assumo, não sei usar as vírgulas. Uso, agora, ponto final.
Bilhete 21: Amor, decidi te escrever.”
Tradução: Antonio Marcos Pereira.